COP30 – dia 2: debates na Green Zone e novidades em tecnologias sustentáveis 

O segundo dia de cobertura da Escola de Negócios e Seguros (ENS) na COP30 foi marcado pela participação da professora da Instituição e especialista em Sustentabilidade e ASG, Ana Paula de Almeida Santos, na Green Zone, espaço da Conferência destinado à sociedade civil, instituições de pesquisa, empresas e iniciativas privadas que apresentam soluções voltadas ao clima, inovação e transição energética. 

Ana Paula acompanhou debates sobre resiliência e justiça climática, além de painéis sobre o uso de inteligência artificial e modelagem de riscos, instrumentos essenciais para o desenvolvimento de produtos de seguros orientados à prevenção e à gestão de riscos climáticos. 

Entre os conteúdos mais relevantes do segundo dia, destaque para as entrevistas com representantes de empresas que apresentaram soluções voltadas à resiliência climática e à mitigação de carbono. 

Seguro florestal inédito 

O primeiro entrevistado foi Thiago Lang, head de Seguros Inovadores da AON. Responsável por soluções voltadas a Sustentabilidade, ASG e M&A, Lang revelou o lançamento do primeiro seguro paramétrico florestal do Brasil, desenvolvido para a Faber-Castell. Segundo o executivo, o produto representa um avanço em relação à cobertura tradicional. 

“No novo modelo, o monitoramento é feito via satélite, e a indenização é disparada automaticamente a partir de parâmetros climáticos específicos. O pagamento é muito mais rápido e prático para o cliente. Esse seguro junta inovação, necessidade real e capacidade de entender o risco para desenvolver soluções eficientes”, explicou.

O combustível do futuro 

Ana Paula também acompanhou o evento promovido pela GWM, maior empresa automotiva chinesa de capital privado, que vem ampliando investimentos em eletrificação e tecnologias sustentáveis. 

A apresentação realizada na Baía do Guajará, próxima à Estação das Docas, marcou o lançamento da primeira embarcação do mundo a utilizar exclusivamente combustível renovável, no caso, o hidrogênio verde. 

Em entrevista, o head de Sustentabilidade da GWM, Thiago Sugahara, falou sobre os desafios e perspectivas da transição energética, inclusive com impactos diretos no setor de seguros para veículos elétricos e híbridos. “Até 2045, precisamos zerar nossas emissões de CO2, e não podemos esperar 2044 para iniciar essa transição”, advertiu. 

Sugahara detalhou a tecnologia Fuel Cell Electric Vehicles (FCEV), presente no barco apresentado na COP30. Nesse sistema, cilindros armazenam hidrogênio, que é transformado em energia elétrica por meio de uma célula combustível. Esta célula, então, abastece o motor elétrico sem qualquer uso de combustíveis fósseis. “O subproduto do processo é apenas H2O. Não há emissão de fumaça. É um marco para a descarbonização da mobilidade e da logística”, completou. 

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