Artigo: Seguro, Solidariedade, Tranquilidade e Paz

As festas de fim de ano são a grande mensagem de paz entre as pessoas. A proposta é a introspecção baseada na morte do filho de Deus para a remissão dos pecados humanos. Mas a mensagem vai muito além de uma religião. Ela se aplica a todos, independentemente de nação, raça, cor, sexo ou religião.

“A paz esteja convosco, ela está no meio de nós”. Enquanto isso, canhões atroam, mísseis cortam o céu, metralhadoras e fuzis destroem vidas, bombas matam inocentes, sonhos são feitos em pedaços e esperanças se afogam nas águas do mar.

A realidade e a esperança estão a quilômetros de distância. O custo das guerras de todos os tipos é absurdo, em vidas e em recursos. A sociedade paga o que não pode pagar por movimentos que não são seus, que ela não controla e que, invariavelmente, atingem pesadamente os mais fracos e os mais pobres.

Mas não são apenas as guerras que cobram seu preço. Políticas insensatas condenam milhões de pessoas a fome, a doenças, a epidemias e a morte. Políticas deliberadamente implementadas por pessoas que estão no poder, e do qual não pretendem abrir mão, destroem todas as possibilidades de um futuro melhor para bilhões de pessoas que, ao redor do planeta, não têm nenhuma chance.

A humanidade funciona em pêndulo. Vai e volta, em ritmo mais ou menos cíclico, em ondas de progresso e retrocesso. Avança, conquista, vence etapas, melhora o padrão de vida global, abre novas oportunidades, depois, hesita, para, se perde, se desentende, cria de novo antigas barreiras, ressuscita velhos dogmas, como se os fracassos do passado não fossem ser novos fracassos no futuro.

As festas de fim de ano são a tentativa institucional de mostrar que há, dentro de nós, qualidades capazes de modificar o processo, de criar alianças, de acreditar na força comum, de fazer juntos para fazer melhor. As festas de fim de ano tentam mostrar que somos todos semelhantes. Seres humanos navegando no mesmo planeta, em busca da mesma felicidade.

Mas o que o seguro tem com tudo isso? Tudo. Apesar da dureza da vida e da frieza dos negócios, o seguro é, quem sabe, a forma mais humanamente quente de criar uma rede de proteção social.

Os pilares do seguro são algumas das qualidades mais bonitas do ser humano. A operação se baseia na solidariedade, na comunhão, no apoio recíproco, na soma da riqueza e na divisão proporcional das perdas, no recomeçar, através do esforço de todos em favor de um.

Ao contratar uma apólice, dificilmente alguém pensa que está participando de uma operação muito maior, com foco eminentemente social, voltado para o bem-estar de cada um e o progresso da coletividade. A seguradora aparece como o bicho papão que só quer levar vantagem e que, na hora de pagar a indenização, foge da raia.

Pode ser que isso aconteça, mas é a exceção à regra. Baseadas nas premissas acima, milhões de indenizações são pagas sem qualquer dificuldade. É o seguro cumprindo seu papel e protegendo a sociedade, sem chamar a atenção.

Antônio Penteado Mendonça, jornalista especializado no assunto e colunista no jornal, O Estado de São Paulo

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