“Nunca na história uma tecnologia serviu tanto para humanizar uma profissão” 

A Inteligência Artificial (IA) já faz parte da rotina de pessoas e empresas, e representa uma transformação sem volta. Para o mercado de seguros, o desafio de momento é identificar as oportunidades criadas por essa tecnologia e se preparar para as mudanças que ela continuará provocando. 

Essas foram algumas mensagens passadas pelo presidente da Escola de Negócios e Seguros (ENS), Lucas Vergilio, em seu discurso na cerimônia de abertura do 24º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), pela ENS e pelo Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (Sincor-RJ). 

A solenidade aconteceu no primeiro dia do evento, no dia 27 de agosto, no ExpoRio, no Rio de Janeiro (RJ). Ao abordar o advento da inovação, tema que marcou o congresso, Vergilio lembrou que a IA está presente em diferentes situações do cotidiano e que o setor precisa avançar na compreensão da ferramenta para sua utilização estratégica. “A IA é um movimento inexorável, ela veio para ficar e continuará impactando nossas relações para sempre. Ao aceitar essa realidade, temos que dar o próximo passo, nos adaptar e fazer o melhor uso dessa revolução que temos o privilégio de vivenciar”, afirmou. 

Tecnologia e o fator humano 

O avanço acelerado da IA vem despertando dúvidas sobre o futuro de algumas profissões e, no mercado de seguros, a tecnologia provocou uma inquietação entre os corretores: será que as máquinas poderão substituir a relação construída com os clientes? 

De acordo com o líder da ENS, a resposta está em um diferencial da atividade da categoria: o lado humano do trabalho do corretor, especialmente nos momentos em que o seguro exerce seu papel de proteção.

“Nunca na história uma tecnologia serviu tanto para humanizar e valorizar uma profissão. Hoje, graças à IA, temos a certeza de que nós, corretores de seguros, jamais seremos substituídos por qualquer tecnologia ou por qualquer máquina. Porque ela veio para comprovar, entre outras coisas, que somente nós, seres humanos, temos a empatia, o sentimento e a capacidade de dar o acolhimento que o cliente tanto precisa”, destacou. 

Crédito das fotos: João Vitor Silva (Comunicação ENS) e divulgação Fenacor.

Na avaliação do executivo, os corretores precisam aceitar e compreender todo esse processo. “O pulo do gato é entender cada etapa e saber identificar as melhores oportunidades que cada uma nos oferece”. Para que os profissionais permaneçam competitivos nesse cenário, a resposta do presidente da ENS foi taxativa: “É muito simples, pessoal: capacitação contínua!”. 

Uma Escola do mercado 

Lucas Vergilio ressaltou ainda o privilégio do mercado de seguros em contar com uma instituição de ensino dedicada, que há tempos incorporou a inovação, a IA e a transformação digital em sua estratégia. 

“São temas que norteiam todas as ações na nossa Escola. Seja nos processos internos, na concepção de cursos, na elaboração de conteúdos ou na interação com o mercado, estamos imprimindo a marca da inovação em tudo o que fazemos”, concluiu. 

Um setor de oportunidades 

A necessidade de adaptação e de qualificação contínua também foram abordadas nos demais pronunciamentos da noite. O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, destacou a importância da atuação consultiva dos corretores e citou o Plano Diretor do Mercado da Intermediação de Seguros (PDMIS), lançado em maio deste ano, no evento Conexão Futuro Seguro. 

“Esse documento é um norte para o futuro da profissão do corretor. Na verdade, o PDMIS é mais do que um documento, é um conjunto de informações que orientará o corretor para que ele possa fazer sua travessia. É uma ponte para o futuro. Futuro que hoje se desenha com inovação tecnológica, ferramentas digitais, IA. Todos esses mecanismos são aliados do corretor de seguros. O corretor que dominar essa tecnologia é aquele que vai se destacar”, afirmou o anfitrião do congresso. 

O superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, ressaltou a relevância crescente do mercado de seguros para a economia brasileira e defendeu a busca por caminhos para o desenvolvimento do setor. “Sem seguro não há futuro para a economia brasileira”, declarou. 

Já o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, enalteceu o Congresso como espaço de conhecimento, relacionamento e evolução profissional, enquanto o presidente do Sincor-RJ, Ricardo Garrido, lembrou o compromisso dos corretores com a capacitação e a qualidade da proteção oferecida à sociedade. 

A mesa solene de abertura também contou com as presenças do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, que defendeu a permanência da sede da Susep na cidade; do deputado federal Hugo Leal; da presidente do IBRACOR, Maria Filomena Branquinho; e do presidente da Associação Nacional de Agentes e Corretores de Seguros de Portugal (APROSE), Nuno Martins. 

E/D: Nuno Martins, Hugo Leal, Lucas Vergilio, Dyogo Oliveira, Alessandro Octaviani, Armando Vergilio, Maria Filomena Branquinho e Ricardo Garrido

Prêmio de Jornalismo 

Após a cerimônia, foi anunciada uma novidade em primeira mão: a realização do 9º Prêmio de Jornalismo em Seguros! 

A notícia foi dada pelos presidentes das três entidades organizadoras do Prêmio, Lucas Vergilio (ENS), Armando Vergilio (Fenacor) e Dyogo Oliveira (CNseg). “As inscrições serão abertas no dia 31 de agosto e já temos sete patrocinadores confirmados: AXA, CAPEMISA, FenaCap, FenaSaúde, Porto, Seguros Unimed e Tokio Marine”, anunciou o presidente da ENS.

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